domingo, 23 de setembro de 2012

Vida



Dizem que a vida é curta, mas não é verdade. A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades. E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança traquina que brinca de “esconde-esconde”. Infelizmente, por vezes não percebemos isso e passamos a nossa existência a colecionar “nãos”: a viagem que não fizemos, o presente que não demos, a festa à qual não fomos, o amor que não vivemos, o perfume que não sentimos…
A vida é mais emocionante quando se é actor e não espectador, quando se é piloto e não passageiro, pássaro e não paisagem, cavaleiro e não montada. E como ela é feita de instantes, não pode nem deve ser medida em anos ou meses, mas em minutos e segundos. Isto é um tributo ao tempo: tanto àquele que se soube aproveitar no passado quanto àquele que não se vai desperdiçar no futuro.
Há coisas que me apertam o peito, lá dentro, bem no fundo e acabei de me deparar com uma delas. Não, não vou dizer o que foi, mas vou tentar descrever o que senti… É uma angústia boa. Como? Não sei se sou capaz de explicar.
Nunca tinha sentido antes uma “angústia boa”. O que mais se aproximaria seria a ansiedade, mas esta só existe quando se espera algo. Mas, neste momento, eu não espero nada… Mas a sensação é esta: parece que uma brisa fresca sopra no meu coração!
Bem, parece que um ventinho sopra no meu coração; não são aquelas borboletas no estômago, que sim, existem, mas batem asas quando apareces de repente. É diferente, pois não te tenho por perto… Deixaste-me um carinho extremo, uma sensibilidade imensurável. Algo que me tocou de longe, bem de longe, muito longe mesmo…

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