Dizem
que a vida é curta, mas não é verdade. A vida é longa para quem consegue viver
pequenas felicidades. E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma
criança traquina que brinca de “esconde-esconde”. Infelizmente, por vezes não
percebemos isso e passamos a nossa existência a colecionar “nãos”: a viagem que
não fizemos, o presente que não demos, a festa à qual não fomos, o amor que não
vivemos, o perfume que não sentimos…
A
vida é mais emocionante quando se é actor e não espectador, quando se é piloto
e não passageiro, pássaro e não paisagem, cavaleiro e não montada. E como ela é
feita de instantes, não pode nem deve ser medida em anos ou meses, mas em
minutos e segundos. Isto é um tributo ao tempo: tanto àquele que se soube
aproveitar no passado quanto àquele que não se vai desperdiçar no futuro.
Há
coisas que me apertam o peito, lá dentro, bem no fundo e acabei de me deparar
com uma delas. Não, não vou dizer o que foi, mas vou tentar descrever o que
senti… É uma angústia boa. Como? Não sei se sou capaz de explicar.
Nunca
tinha sentido antes uma “angústia boa”. O que mais se aproximaria seria a
ansiedade, mas esta só existe quando se espera algo. Mas, neste momento, eu não
espero nada… Mas a sensação é esta: parece que uma brisa fresca sopra no meu
coração!
Bem,
parece que um ventinho sopra no meu coração; não são aquelas borboletas no
estômago, que sim, existem, mas batem asas quando apareces de repente. É
diferente, pois não te tenho por perto… Deixaste-me um carinho extremo, uma
sensibilidade imensurável. Algo que me tocou de longe, bem de longe, muito
longe mesmo…
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